quinta-feira, 14 de março de 2013

Sobre Atendimento

Quando resolvi enfrentar o curso de publicidade foi mais como um complemento para área da comunicação. Porém, no desenrolar do curso descobri uma paixão específica na publicidade, o atendimento. 

Na minha turma, o pessoal estava mais interessado nas áreas mais rentáveis da profissão.
Foi aí que de livre e espontânea vontade busquei aprofundar meus estudos no atendimento ao cliente.

Francamente, se existe algo que me deixa impaciente é o tal do mau atendimento. De nada adianta construir um ambiente arrojado, com muito requinte e bom gosto e, na hora o atendimento não fazer jus a proposta inicial.

Embora possa parecer exagero da minha parte, raros são os locais onde se oferece um atendimento admirável a ponto de não só retornar, como também indicar aos demais amigos.  

Dias atrás fui ao supermercado comprar algumas coisinhas. Chegando ao caixa, a atendente nem me olhou, foi como se eu fosse mais um panaca empatando o caixa dela. Sabe aquele atendimento insosso: Nota fiscal paulista? (olhos direcionados para baixo).
Ao finalizar o atendimento agradeci e desejei boa noite. Recebi como resposta um belo e agradável silêncio.

Só a título de esclarecimento: não quero e nem desejo que o atendente seja íntimo comigo. Que apenas possa realizar um atendimento regular ou como dizem por aí: padrão.

Boa noite/dia com voz firme, olhar nos olhos, dar a devida atenção àquele cliente. Afinal, cada um tem seu humor e age de uma forma. Evitar aquele atendimento engessado praticado por atendente de telefonia celular e etc. Eles falam como se fôssemos retardados.

O atendente precisa compreender de uma vez que ele é o reflexo da empresa. O último contato entre cliente e empresa é através de seus atendentes. Infelizmente muitos não se dão conta disso enquanto outros sabem e fazem de propósito.

Bom atendimento para mim não requer regras para serem seguidas religiosamente. Para realizar um bom atendimento basta ser simples, atencioso e educado.

Em suma, é como se você for a um lugar pela primeira vez e o atendente fizer você sentir que já é de casa. 

Lembre-se : A única fonte de lucro é o cliente. Peter Drucker 

Blog Music

Meio a tanta maldade, crueldade e falta de humanidade, encontro refúgio nelas. As crianças, como são puras e belas. Eleva minha alma, me tranquiliza, me acalma.

 

Johann Sebastian Bach

6 Suites a Violoncello Solo

 

A beleza não me diz nada, ela somente me possui.

Um pouco de mim


 Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. Mudo, mas não mudo muito. A cor das flores não é a mesma ao sol De que quando uma nuvem passa Ou quando entra a noite E as flores são cor da sombra. Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores. Por isso quando pareço não concordar comigo, Reparem bem para mim: Se estava virado para a direita, Voltei-me agora para a esquerda, Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés - O mesmo sempre, graças ao céu e à terra E aos meus olhos e ouvidos atentos E à minha clara simplicidade de alma ... 

 Alberto Caeiro

quarta-feira, 6 de março de 2013

A volta

Estava a pouco pensando em mudar o nome deste humilde blog para: Blog Abandonado.

Como pode o sujeito criar um blog, convidar as pessoas e desaparecer assim de repente. Muito estranho. 

É óbvio que nem em todos os casos a justificativa deve ser aplicada e muito menos considerada. Mas neste caso específico cabe justificativa e ela deve sim ser considerada.

Desde o ano passado, coloquei como meta (assim como todos os anos anteriores) mudar a direção, arriscar, buscar o novo tanto no pessoal como no profissional (isso lembra o Faustão hahaha). Acontece que sem querer, QUERENDO, aconteceu.

Porém, confesso que meu objetivo não era tão grandioso como está sendo.
Fico a imaginar que neste exato momento deve surgir aquela dúvida/curiosidade: Do que ele está falando?
Ok, ok. Muito em breve publicarei algo específico sobre essa questão.  

Dando continuidade para finalizar minha justificativa, as últimas semanas têm sido de correria total. Madrugada, estrada, trabalho, estrada, casa, mulher e, claro, minhas leituras que são indispensáveis. 

Agora sim, entrando no assunto que quero dividir aqui no espaço, estou finalizando mais um livro do Rubem Alves. Para quem de costume acompanha as publicações sabe que sou mega fã do Rubem Alves.

O livro – Variações Sobre o Prazer – é uma delícia assim como as demais obras do autor. Nessa obra, Rubem nos transporta para uma profunda reflexão sobre a vida. Por meio de temas variados, Rubem Alves não sustenta uma tese, é um bate papo informal, ele conversa conosco através das palavras.



Alves não dirige essa obra para intelectuais, professores ou estudantes. Ele escreve para quem se cansou do método, das regras e condicionamentos. Fala sobre educação, filosofia, teologia, economia, culinária. Sobre o corpo e a velhice.

Rubem passeia com profunda intimidade por Nietzsche, Kant, Marx, Santo Agostinho, Barthes e etc. Faz um tour na música erudita e pelas poesias. Sem se esquecer da mais fina literatura brasileira.

Quase por finalizar essa leitura, chego à conclusão de que se fôssemos avaliar a vida de zero a dez, certamente, entregamos oito por cento dela ao desperdício. Rubem constata que só percebemos isso na velhice, e nela também percebemos que o fim está próximo e que já é tarde demais para lamentar.

Como o próprio Rubem adverte, faço de suas palavras minhas.

“A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente