sábado, 20 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
A FORMAÇÃO DE UM POVO
Por Lya Luft
A formação de um povo pode ser olhada sob vários aspectos.
Aqui eu falo da formação cultural, informação, crescimento, consciência dos direitos e deveres de quem vive numa democracia verdadeira, que se interesse por um povo formado e informado.
Aqui entra primariamente a educação, que venho comentando sem conseguir esgotar, assunto inexaurível na vida privada de todo cidadão e na existência geral de um povo. É preciso ter em mente que, para os líderes, sejam quais forem, esse deve ser um interesse primordial em sua atividade.
A mim me preocupa a redução do nível de formação e informação que nos oferecem. Escrevi muito sobre as cotas, com que, em lugar de melhorar a educação pela base, subindo o nível do precário ensino elementar, se reduz o nível do ensino superior, para que se adapte aos que lá entram mais por cota do que por mérito e preparo, em lugar de ser, como deveria, o inverso.
Com isso, nosso ensino superior, já tão carente e ruim, com algumas gloriosas exceções, piora ainda mais.
Vejam-se os dados assustadores de reprovação, no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, de candidatos saídos dos nossos cursos de direito.
Os exames de igual caráter para egressos de cursos de medicina ainda não apresentam resultado tão incrivelmente ruim, mas começam a nos deixar alertas pois esses médicos vão lidar com o nosso corpo, a nossa vida.
Estudantes de letras frequentemente nem sabem ortografia, e mais: não conseguem se expressar por escrito, não têm pensamento claro e seguro, não foram habituados, desde cedo, a argumentar, a pensar, a analisar, a discernir, a ler e a escrever.
Agora, pelo que leio, parece que vão conseguir piorar ainda mais a situação, pois a meninada só precisa se alfabetizar no fim do 3º ano da escola elementar.
Pergunto: o que estarão fazendo nos primeiros dois anos de escola? Brincando? Gazeteando? A escola vai fingir que está ensinando, preparando para a vida e a profissão? E os pais que se interessam, o que podem esperar de tal ensino?
Aos 8 anos, meninos e meninas já deveriam estar escrevendo direito e lendo bastante — claro que em escolas públicas de qualquer ponto do país onde os governos tivessem colocado professores bem pagos, seguros e com boa autoestima em escolas nas quais cada sala de aula tenha uma prateleira com livros doados pelos respectivos governos, municipal, estadual ou federal, interessados na formação do seu povo.
Qualquer coisa diferente disso é ilusão pura.
Não resolve enviar centenas de jovens ao exterior ou trazer estudantes estrangeiros para cá, se a base primeira do ensino é ruim como a nossa, pois não adianta um telhado de luxo sobre paredes rachadas em casas construídas sobre areia movediça.
Como não adianta dar comida a quem precisaria logo a seguir de estudo e trabalho que proporcionasse crescimento real, projetos e horizontes em lugar da dependência de meninos que não conseguem largar o peito materno mesmo passada a idade adequada.
O que vai acontecer?
Com certeza vai se abrir e aprofundar mais o fosso entre alunos saídos de escolas particulares que ainda consigam manter um nível e objetivo de excelência e a imensa maioria daqueles saídos de escolas públicas ou mesmo privadas em que o rebaixamento de nível se instalar.
Grandes e pequenas empresas e indústrias carecem de mão de obra especializada e boa, milhares de vagas oferecidas não são preenchidas porque não há mão de obra preparada: imaginem se a alfabetização for concluída no fim do 3o ano elementar, quando os alunos tiverem já 8 anos, talvez mais, quando e como serão preparados?
Com que idade estarão prontos para um mercado de trabalho cada vez mais exigente? Ou a exigência também vai cair e teremos mais edifícios e outras obras mal construídos, serviços deixando a desejar, nossa excelência cada vez mais reduzida?
Não sei se somos um povo cordial: receio que sejamos desinteressados, mal orientados e conformados, achando que é só isso que merecemos.
Ou nem pensando no assunto.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Tempo
Sinto que estamos vivendo em tempos de esquizofrenia total. O tempo já não é suficiente para o próprio tempo.
Ok, calma lá.
Agimos sobre o tempo ou o tempo age sobre nós?
Afinal, quem está no controle?
Vejo muita gente delirando sobre o tempo, afirmando que as 24 horas já não são suficientes para realizar as tarefas diárias.
Se parar por alguns instantes e observar calmamente, perceberá que vivemos sempre no amanhã. Quem nunca disse:
"Preciso adiantar essa situação hoje para não enrolar amanhã"
"Farei este hoje e esse outro deixarei para começar amanhã"
"Amanhã eu faço"
"Amanhã eu termino"
Eis que surge a dúvida cruel: Como temos certeza que estaremos aqui amanhã para terminar ou dar continuidade?
Para reforçar e dar maior sustentação nessa breve reflexão sobre o tempo, trarei o pensamento ex Jurista e ex Professor, Fábio Konder Comparato:
" Nunca estamos aqui e agora, mas sempre além. O temor, o desejo e a esperança nos impelem para o futuro e nos arrebatam o sentimento e a consideração do que é para nos entreterem com o que será, até mesmo quando já não mais existirmos "
Trabalhar sob pressão com a famosa afirmação "é pra ontem", é doentio ao extremo. Assim como Rubem Alves advertiu, faço de suas palavras minhas.
" A vida é hoje "
Portanto, faça hoje o que for necessário somente. Todo hoje pode ser nosso último dia. Embora hoje possa ser um dia de muito trabalho, hoje também é dia da família, dia dos amigos, dos amores e, principalmente, de viver a vida em abundância. Você faz o seu tempo, aproveite-o da melhor forma possível.
Ok, calma lá.
Agimos sobre o tempo ou o tempo age sobre nós?
Afinal, quem está no controle?
Vejo muita gente delirando sobre o tempo, afirmando que as 24 horas já não são suficientes para realizar as tarefas diárias.
Se parar por alguns instantes e observar calmamente, perceberá que vivemos sempre no amanhã. Quem nunca disse:
"Preciso adiantar essa situação hoje para não enrolar amanhã"
"Farei este hoje e esse outro deixarei para começar amanhã"
"Amanhã eu faço"
"Amanhã eu termino"
Eis que surge a dúvida cruel: Como temos certeza que estaremos aqui amanhã para terminar ou dar continuidade?
Para reforçar e dar maior sustentação nessa breve reflexão sobre o tempo, trarei o pensamento ex Jurista e ex Professor, Fábio Konder Comparato:
" Nunca estamos aqui e agora, mas sempre além. O temor, o desejo e a esperança nos impelem para o futuro e nos arrebatam o sentimento e a consideração do que é para nos entreterem com o que será, até mesmo quando já não mais existirmos "
Trabalhar sob pressão com a famosa afirmação "é pra ontem", é doentio ao extremo. Assim como Rubem Alves advertiu, faço de suas palavras minhas.
" A vida é hoje "
Portanto, faça hoje o que for necessário somente. Todo hoje pode ser nosso último dia. Embora hoje possa ser um dia de muito trabalho, hoje também é dia da família, dia dos amigos, dos amores e, principalmente, de viver a vida em abundância. Você faz o seu tempo, aproveite-o da melhor forma possível.
Dúvida cruel: o homem frouxo ou o canalha?
Por Xico Sá
Uma velha questão sempre discutida aqui nas noites da taverna voltou à baila, quando Carol, vestida nas suas calças vermelhas e com teses da mesma coloração, pediu a palavra:
“Pois saibam todos vocês: prefiro um bom canalha a um homem frouxo.”
A sentença da paulistana, sem deixar um farelo de dúvidas sobre a mesa repleta de bebidas e acepipes, fez com que alguns de nós levássemos a mão ao queixo, como se todos virássemos, naquele instante, ingênuos pensadores de Rodin. Pense!
“E querem saber mais? Só existem esses dois tipos mesmo de homem!”, arretou-se a dama.
A frase nem era para tanto, mas saiu tão afirmativa, tão sem dúvida ou vacilo, tão incendiária, que balançou até a plaqueta do “Fiado só amanhã” do boteco. A coisa fica forte conforme ela é dita, digo, conforme as labaredas do discurso.
Na boca de mulher bonita, então, vira imediatamente certeza absoluta.Essa capacidade que elas têm de acordar as mesas e fazer balançar, qual ventania mal-assombrada, as garrafas de cachaça com raízes ou cobras -sim, no botequim sem nome de ontem, na Bela Vista, havia aquelas garrafas envenenadas.
Carol se apegou ao recurso do conhecimento de causa, ao saber da rotina, à jurisprudência amorosa da sua trajetória.
“Pois saibam todos vocês: prefiro um bom canalha a um homem frouxo.”
O cearense dono do estabelecimento parou as suas atividades para ouvir a moça. A mulata da Vai-Vai também se ligou no discurso. Uns vagabundos deram pitacos. Como uma frase dita de forma convicta pode virar um Pentecostes em um simples pé-sujo de San Pablo.
Ela não repetiu a frase, não carecia, a frase ecoava como uma sentença romana e voltava a balançar as garrafas, a mexer com os presentes, os vivos e os que por ali passavam àquela altura.
O canalha, concluímos, sem que ela dissesse mais nada, merece mais respeito porque é mais explícito, a mulher já entra na história sabendo, e ainda pode ter momentos líricos, passionais, bonitos, pois todo canalha é, no fundo, um devoto, ajoelha-se diante de uma fêmea como um romeiro diante do seu santo predileto.
O frouxo representa, sem nenhum distanciamento, a maioria dos homens contemporâneos e o chove-não-molha da hora, o homem-de-Ossanha, aquele que diz vou e não vai, o indeciso, o confuso, melhor, o “cafuso”, como dizia o velho Didi Mocó.
O fraco não se apresenta para valer no jogo, titubeia, faz que vai e acaba não “fondo”, como dizia, no seu genial futebolês, o Dedeu, um desses tantos macunaímas da bola, cearense que brilhou (pelo menos na prosódia) no Clube Náutico Capibaribe.
Triste escolha essa: o canalha ou o homem frouxo.Pobre dicotomia alcóolica.
O mundo é bem melhor que isso, não acha, amiga?
Só sei que nada sei sobre esse assunto, como diria o grego complicado. Melhor ainda, como diria
Roberto Carlos das antigas: “Só agora eu sei, o que aconteceu/quem sabe menos das coisas/sabe muito mais que eu!”
O comentário abaixo foi extraído dos comentários relacionado ao texto
"A mulher busca o homem que desperta nela as experiências mais intensas. Desejo, mistério, aventura, dúvida, drama, tesão. Uma montanha russa de emoções, altos e baixos, imperativos e indefinições, ondas e ressacas do mar do amor que quebram no peito da donzela e lhe tiram o fôlego. Geralmente que faz isso é o canalha, homem de coragem, anti-herói vulnerável que dá a cara pra bater, corre riscos, é imprevisível, sensível, ousado, direto e tarado. A mulher sabe que o canalha é hiperbólico, misterioso, contraditório e muitas vezes mentiroso, e mesmo identificando as mentiras do canalha, a mulher prefere fazer vista grossa e ficar com ele a ter que conviver com o marasmo do frouxo, o ser cinza e inerte que não faz nem uma marolinha no coração da mulher. O canalha acende a chama na vida da mulher. Às vezes a mulher se cansa e casa com o frouxo, quer paz, estabilidade, previsibilidade. Mas gozar gostoso, só mesmo com o canalha"
segunda-feira, 25 de março de 2013
Nas Alturas
26 anos e muita adrenalina, esse é Mustang Wanted ou Spider-Man, como ultimamente vem sendo chamado. Um garoto que desde pequeno tomou gosto pelos esportes radicais e hoje é responsável por deixar as pessoas com aquele “frio na barriga”, isto porquê, o moço resolveu que sua diversão é subir em altas estruturas, pendendo-se de um lado para o outro, nas pontas dos pés. Tudo para garantir as melhores imagens e o privilégio da visão de um pássaro.
Medo de cair? Mustang conta que prefere morrer ao sofrer uma lesão que poderia acabar com sua “skywalking” carreira. De flexões no alto de uma torre de metal a cerca de 300 metros de altura, ou então pendurado em um guindaste de 150 metros suspenso no ar. Isso seria o suficiente para deixar a maioria das pessoas com as mãos suadas. No entanto, o jovem diz:
“Às vezes acho que sou um robô. Eu não sinto nada. Minha única preocupação real é ser pego pela polícia”.
As imagens são incríveis, no entanto não aconselho ninguém a se aventurar dessa forma, o perigo existe e qualquer deslize, a visão poderá ser encarada de outra forma. Agora, deixo você com belas imagens, além de um vídeo que mostra uma das aventuras do nosso Spider-Man. Enjoy!
Fonte.
http://misturaurbana.com/2013/03/mustang-nas-alturas/
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