segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sobre leituras

Este livro eu super recomendo assim como qualquer livro deste autor. Rubem Alves é leitura ao mesmo tempo leve, profunda, alegre, triste e dura. Nos traz um emaranhado de reflexões acerca das questões da vida. Encantador como sempre!


 "Duas são as maldições da velhice. A primeira, quando não se tem forças para fazer o que se deseja fazer, como subir quatro lances de escadas sem perder o fôlego e outras proezas semelhantes. Segunda, quando não o deixam fazer aquilo que você pensa que pode fazer. Quando a boca é proibida de falar o que o coração sente, os olhos falam sem palavras".



Poesia

Ensinamento 

Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. 
Não é. 
A coisa mais fina do mundo é o sentimento. 
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: "Coitado, até essa hora no serviço pesado". 
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. 
Essa palavra de luxo.

Adélia Prado




quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sobre Leituras


No Best Seller - Em Busca de Sentido: Um psicólogo no campo de concentração, o autor Viktor Frankl (1905/1997) narra com extraordinária riqueza de detalhes o longo período vivido sob o domínio do regime nazista. O autor que é médico e psiquiatra (ex-aluno de Freud), constrói sua narrativa com propriedade não apenas acerca do sofrimento em decorrência dos castigos impostos a ele e seus companheiros enquanto nos campos de concentração, como também, avalia os impactos psicológicos observados por ele enquanto naquele ambiente. Frankl, não aborda apenas o sofrimento e o tratamento desumano recebido ali, vai além, sua obra é sobre superação, como superar o sofrimento frente a pior das condições. Livro denso, leitura indispensável. Viktor esteve no Brasil em três ocasiões, numa delas em 1984, falou ao público sobre sua obra e descobertas, é possível encontrar no youtube. 

Abaixo uma breve entrevista onde o autor fala sobre o sofrimento.

#LoveWins


Não se pode discutir o amor. Amor não tem barreiras, não tem fronteiras, muito menos gênero. 

Amor é amor.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Será que o bom senso morreu com o respeito?



Na manhã de quarta-feira, 24 de junho, acordamos com a triste notícia do acidente automobilístico envolvendo o cantor Cristiano Araújo. Num primeiro instante havia uma corrente de oração pelo restabelecimento de sua saúde. Porém, tínhamos informações desencontradas sobre seu atual estado de saúde. O que se sabia até então era que sua companheira de apenas 19 anos que o acompanhava na ocasião não havia resistido aos ferimentos e veio à óbito no local do acidente. Passadas algumas horas do acidente a notícia que todos não queriam veio a se confirmar; o jovem cantor de vinte nove anos também não resistiu e morreu.

A morte de um artista seja aqui ou em qualquer lugar do mundo sempre gerou conflitos. De um lado os fãs que seguem todo ritual de homenagens contando sua relação com aquele artista e, do outro lado, os não fãs em sua maioria (maioria não é todo mundo), observam com desdém a manifestação alheia. 

O principal questionamento dos não fãs era um só: Precisa de tudo isso por conta de uma pessoa só?
Se observarmos nesse aspecto basta então lembrar que quando na morte do Michael Jackson, além da cobertura total em torno de sua morte, seu velório fora transmitido ao vivo mundialmente. Daí você pode naturalmente se espantar e questionar: 

Caro, você vai mesmo comparar um cantor sertanejo com Michael Jackson?  Evidente que não, a questão aqui não é o peso do reconhecimento musical, mas a circunstância. 

E qual seria neste caso? Ambos inegavelmente são artistas reconhecidos pelo seu público por mais distinto que seja o gênero musical onde atuam. O fato é que existe uma verdade que precisa também ser exposta frente ao acontecido. Há um forte preconceito com a música sertaneja no brasil e não é de hoje, o desdém não é com ser humano que perdeu a vida, mas sim pelo reconhecimento dado a alguém que esteve à frente de um gênero musical que para uma parcela é irrelevante. 

A tese é irrefutável quando observamos comentários do tipo: "Artistinha" "Zé ruela" "Cantorzinho" "Sertanojo". Houve quem questionasse se a comoção não seria exagerada: "Cristiano o quê" "nunca ouvi e nem vi" "era tão famoso assim?". Fato é que o artista é sucesso e sua música alcançou milhões de pessoas em todo país, quer você goste ou não. A verdade é que muita gente tentou desqualificar o artista dentro da seara do gosto individual, mas acabam se esquecendo de que gosto não é discutível. 

Entretanto, o motivo do escrito vai além da questão de ser ou não tão famoso assim. 

Chamou-me atenção à exposição gratuita de imagens do acidente e depois dele. Não só a rede social como também via whatsapp tornaram-se um IML ambulante. Imagens chocantes expondo principalmente o corpo do rapaz. Era como se fosse um prêmio registrar o "artista" morto. No começo da noite notei que havia no celular um vídeo que parecia ser a autópsia - procedimento comum nessas ocasiões. Apaguei de imediato sem vê-lo.   

Para mim é doentio, horrendo. Fiquei tão enojado que apaguei meu perfil da rede social para não me deparar com nada relacionado a isso. Essas pessoas precisam fazer tratamento psicológico, não podemos considerar este comportamento normal. Além disso, quem estava exposto ali não era o "artista". O artista acaba quando desce do palco. Quem está ali é um ser humano, um de nós, alguém que tem família como nós. Pai, Mãe, irmã e filhos. Faltou respeito e sensibilidade com o sentimento de dor de quem perdeu alguém especial.


Confesso que estou até o momento perplexo com tamanho desrespeito. Não retorno a rede social tão cedo. A propósito, o abandono da rede social é o próximo tema que pretendo explorar aqui numa próxima ocasião.

É isso! 




segunda-feira, 22 de junho de 2015

Blog Music

Incrível a performance vocal deste grupo. Michael Jackson é de longe o maior artista da música Pop. Inigualável, uma sumidade musicalmente.