segunda-feira, 16 de agosto de 2010

The Book of Eli



Nossa, quanto tempo faz que não escrevo aqui, está com teia de aranha, sinais de abandono como diria uma amiga. Período escolar complicado, muitos trabalhos e tendo que manter o foco, tirar proveito de todos os detalhes de cada aula. Realmente tem sido uma ótima essa experiência estudar, entender esse outro campo da comunicação. Nunca imaginei que fosse realmente ficar tão fascinado como estou. A publicidade leva a descobrir um olhar que já existe em você, em cada um de nós. Parece que já sabemos de tudo, apenas estamos sendo lembrados do que já sabemos. Lembrou o filme do Mat Damon com Will Smith (Lendas da Vida), que já falei sobre no ano passado. A razão pela qual venho hoje é pra falar de mais um filme. Já faz muito tempo que não assisto a um filme que faça mudar meus hábitos e costumes, ver de outra maneira. Na primeira vez que vi o trailer do filme achei interessante por se tratar de ver o ator Denzel Washington, num filme de ação, mas nesses com coreografias de lutas, bem diferentes dos filmes que ele tem atuado. Ontem na companhia da minha noiva, assistimos a esse que posso afirmar, me surpreendeu totalmente. Gosto de filmes com histórias reais ou que ao menos tenha alguma mensagem, sendo comédia, drama ou etc. O último filme que lembro ter visto e ter ficado encantado foi Sete Vidas com Will Smith que postei comentários sobre aqui também. Antes quero fazer uma breve observação, quando se trata de filmes para o cinema as pessoas tem que entender, compreender que o objetivo é fazer bilheteria e não seguir as regras da história original e bla, bla, bla. Pesquisei sobre a resenha do filme, e pude notar uma serie de criticas à história, oras, mas estamos falando de cinema onde faturar, lucrar é o objetivo, estão querendo público e não fanáticos por histórias contadas com detalhes, até mesmo porque o tempo é curto para tanto em alguns casos. O filme é fantástico, e conta a história de um andarilho que percorre seu caminho por 30 anos buscando um lugar pra deixar um livro (daí o titulo do filme, O Livro de Eli). O filme se passa no período pós-apocalipse onde a terra é devastada, e no desenrolar do filme muito se fala que a culpa para o tal acontecimento com o planeta se da por conta dos ensinamentos do livro. Ok, se você raciocinar um pouco já entendeu de qual livro estamos falando. Numa sequência de lutas bem coreografadas Washington carrega o filme nas costas numa interpretação que da gosto. Numa determinada cena, Eli (Washington) diz uma das frases mais lindas do filme. Ao ser questionado em determinado momento ele diz: “Passei tanto tempo lendo o livro que esqueci de viver, esqueci do que aprendi com ele: Faça pelos outros mais do que faz para si mesmo”. Daí em diante o filme vai se desenrolando e ainda no final consegue surpreender. A história é bem bacana, e Washington mostra que é um monstro na arte do cinema. Com isso fiquei imaginando essa frase antes de dormir após o filme. O nosso mundo realmente está carente desse “faça para os outros mais do que faz para si mesmo”. O egoísmo está em plena atividade, agora pouco mesmo, vendo o pgm fantástico um quadro com o filho do Fábio Jr, os caras da banda dele maltratando uma garota, e detalhe tudo isso de propósito(combinado). A TV mostra isso como se fosse interessante, o cara pedir um lanche e depois olhar na cara da menina e dizer que não foi o que ele pediu, mostrando que na posição dele, ele manda e ela obedece. Dias atrás lendo algumas mensagens no twiiter, me deparei com uma mensagem no mínimo interessante. “O negócio é ter sorte, você pode estudar a vida toda e no final ainda passar fome, lembre-se disso”. Vindo de alguém que é visto como influente não da pra entender o contexto da mensagem. Acredito que o mundo está caminho desse jeito pela ausência de humanidade, já não somos satisfeitos com o comum. Você precisa ter, e pra você conseguir ter ou ser, é capaz de qualquer coisa. Adolescentes que brigam na escola e colocam vídeos no youtube, onde está o conceito nisso? A última das crianças fazendo sexo num espécie de vídeo conferência se assim podemos denominar, demonstrando total falta de consciência sobre a utilização da ferramenta aliada à abordagem da TV que mostrou o caso como comum. E os jogadores do Santos? No mesmo sistema de exibir vídeos em tempo real com aquele comportamento juvenil do jogador, dizendo que o que ele dava para cachorro dele comer era o que um possível fã ou não ganhava de salário ao ser criticado pelo mesmo. O que estamos assistindo é a autodestruição dos sentimentos de companheirismo que eram pra existir entre nós, hoje é comum ouvir dizer por aí, humildade é coisa de ótario. Bom, assista ao filme, acredito que vá gostar e tirar uma grande lição do mesmo. Muitas vezes nos vemos por cima de tudo e todos que somos melhores que não falhamos que não erramos e esperamos esse dia chegar pra sermos humanos de verdade. O nosso dia vai chegar, acredite. Enquanto isso, assistimos os comercias do dia dos Pais com o famoso conselho. Dê um abraço no teu pai HOJE. Afinal, por que abraçar seu Pai todos os dias se já tem um dia pra abraça-lo?

Laerte-se

Há muito já havia visto a divulgação do documentário da Laerte. Num primeiro instante não me chamou muito atenção por compreender o conte...