segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O que realmente importa?

Peguei o título da postagem de um livro emprestado hehehe.

Dias atrás estava em casa deitado na cama com minha noiva pensando na vida, quando senti que ela estava olhando pra mim. Ela disse: O que foi? Eu disse: Nada, só estou pensando. Senti que ela acariciava minha cabeça, em seguida ela disse: Não sei o que está havendo ai dentro, mas quero que saiba que eu te amo muito, você é um homem bom, você é capaz de tudo que deseja. Depois de ouvir tudo aquilo, olhei pra ela e fiquei calado. Naquele momento percebi que há muito tempo eu estive ausente do agora.
Quantas vezes minha noiva me disse que amava e eu sempre estive em outro lugar, sempre pensando em outras coisas, mas nunca presente pra retribuir verdadeiramente. Nesse último final de semana completamos mais um ano de relacionamento, e já tem um bom tempo que estamos juntos. E pela primeira vez eu me senti presente. E você, quantas vezes esteve presente? O que importa pra ti de verdade?
Qual foi a última vez que realmente ouviu e esteve presente de verdade? Quando conversa com sua mulher ou marido, está conversando com ele (a) ou está falando por falar? Qual a última vez que brincou com seu filho ou conversou com seu filho de estava lá, sem conversar pensando em trabalho ou no dia seguinte?
Qual foi a última vez que disse que gostava de alguém de verdade, de coração? Talvez esses questionamentos sejam um tanto quanto chatos, mas seja sincero com você e se responda ou acha que estará aqui eternamente? Esta é uma das doenças que destroem o ser humano, e o que é pior, criada pelo próprio humano. Planejar a vida á longo prazo. Poucos vivem hoje e maioria vive planejando o amanhã. Quem nunca planejou o amanhã que levante a mão. Está errado, devemos viver hoje, amanhã se vier melhor ainda.
Qual foi a última vez que fez o que realmente gosta de fazer? Responda, seja sincero consigo mesmo. Aliás, esse lance de ser sincero é complicado, porque a maioria sempre quer responder pra justificar quando na realidade elas precisavam responder para si mesmas. Perguntas do tipo: Sou feliz? Aliás, o que é ser feliz? Condição financeira? Estamos falando de estado de espírito, viver em harmonia consigo mesmo, de verdade, isso sim é difícil.
E isso tem explicação, ausência de amor e presença de dinheiro. E quem não quer ser rico e bem sucedido? Quando perguntamos sobre a felicidade, a resposta está na ponta da língua. Se, sou rico e bem sucedido eu sou feliz, lógico. Será que é isso mesmo? Observando pra onde estamos caminhando, cada vez mais nos tornamos escravos do dinheiro, importante é TER depois seremos. Assim, não importa se sou ausente como homem, pai, filho, amigo, namorado ou mulher porque eu tenho dinheiro, essa é a nova regra.
Com isso estamos formando uma nova geração de pessoas que não tem interesse nenhum na relação pessoal. Daí, perdemos os valores mais importantes do ser humano. Amor, união, sinceridade, humildade, irmandade e não menos importante. Respeito. Talvez seja à hora de observarmos mais e deixarmos a TV um pouco de lado, porque simplesmente envenena a mente e te faz ser apenas mais um quadrado. TV tem conteúdo, claro que tem, mas tem que ser extremamente controlado. Mas a culpa disso tudo não é da TV, mas nossa culpa, porque criamos isso, e se estamos onde estamos fomos nós que construímos o caminho até aqui.

Um pedacinho da nossa história.

Mais um ano juntos. Seguiremos assim, felizes.

Laerte-se

Há muito já havia visto a divulgação do documentário da Laerte. Num primeiro instante não me chamou muito atenção por compreender o conte...