sexta-feira, 16 de julho de 2010

A vida ensina

Nunca guarde nada para uma ocasião especial. Todo dia é uma ocasião especial.

E quem nunca guardou algo pra depois, deixou de comer por algum motivo, de falar por achar que ainda existia tempo pra dizer. Deixou de caminhar pelo conforto do carro, mesmo que por uns três quarteirões. Deixou de dizer eu te amo, gosto de você, você é especial. Ah, chamar atenção, dar bronca, dizer que está errado, que está fazendo errado, deixou de pedir desculpas.Teve vontade de fazer e pensou; tenho tempo, depois eu faço isso. Aquele tênis que você sofreu pra pagar, aquela camiseta linda, e ambos esperam o dia e a ocasião perfeita pra serem usados. Pois bem, a vida passa num sopro, hoje estamos aqui, amanhã nem saberemos. Talvez até depois de eu escrever esse texto não esteja aqui, na real nunca se sabe. É hora de mudar os pensamentos, atitudes, viver o que realmente há pra viver. Esse lance de deixar pra depois realmente é papo furado, faça enquanto tem tempo, saúde, disposição. A vida é curta, e depois não adianta ficar reclamando que não aproveitou o bastante, pois só temos uma chance pra viver, pense nisso.


Texto - Ocasião Especial


Um amigo meu abriu a gaveta da cômoda de sua esposa e pegou um pequeno pacote embrulhado com papel de seda.

-Isto, disse, não é um simples pacote.

Tirou o papel que o envolvia e observou a bonita seda e a caixa.

- Ela comprou isto em Nova York, há uns oito ou nove anos atrás. Nunca o usou. Estava guardando para uma ocasião especial. Bem, creio que esta é a ocasião especial.

Aproximou-se da cama e colocou a prenda junto com outras roupas que ia levar para a funerária. Sua esposa tinha acabado de morrer. Virando-se para mim, disse:

-Não guarde nada para uma ocasião especial. Cada dia que se vive é uma ocasião especial.

Ainda estou pensando nessas palavras... Já mudaram minha vida. Agora, estou lendo mais e limpando menos. Sento-me no terraço e admiro a vista sem preocupar-me com as pragas. Passo mais tempo com minha família e menos tempo no trabalho. Compreendi que a vida deve ser uma fonte de experiências a desfrutar, não para sobreviver.

Uso meus copos de cristal todos os dias. Coloco uma roupa nova para ir ao supermercado, se isto me dá vontade. Já não guardo meu melhor perfume para ocasiões especiais; uso-o quando tenho vontade. As palavras “algum dia” e “qualquer dia” estão fora do meu vocabulário. Se valer a pena ver, escutar ou fazer quero ver, escutar e fazer agora.
Não estou certo do que teria feito a esposa do meu amigo se soubesse que não estaria mais aqui para a próxima manhã, que todos nós ignoramos. Creio que teria chamado seus familiares e amigos próximos. Talvez chamasse alguns antigos amigos para desculpar-se e fazer as pazes por possíveis desgostos do passado. Gosto de pensar que teria ido comer comida chinesa, sua favorita. São essas pequenas coisas deixadas por fazer que me fariam desgostoso se eu soubesse que minhas horas estão limitadas. Desgostoso, porque deixaria de ver meus amigos com quem iria me encontrar. Cartas que pensava escrever “qualquer dia destes”. Desgostoso e triste, porque não disse a meus irmãos e meus filhos, com suficiente freqüência, que os amo.

Agora, trato de não atrasar, adiar ou guardar nada que traria risos e alegrias para nossas vidas. E, a cada manhã, digo a mim mesmo que este será um dia especial!. Cada dia, cada hora, cada minuto é especial.
P.S. Esse texto realmente me emocionou de verdade.

Mundo Real

O mundo enlouqueceu de vez, pelo menos onde eu vivo. Nada está comum, tudo está fora de contexto. A que ponto chegou, até onde é o extremo de toda essa imundice humana? Pais matam filhos, filhos matam Pais, maridos matam mulheres, mulheres jogam bombas em carros. Adolescentes marcam brigas na internet em porta de escola, virou um show, espetáculo bonito de se ver. Enquanto isso as crianças que copiam nossos comportamentos e atitudes, cada vez mais cedo estão seguindo a nossos belos exemplos. Observando a evolução da minha época pra cá o que vejo é simplesmente o contrário de tudo que vinha sendo anunciado, que seria melhor, que o mundo viveria uma melhoria jamais vista. Sobre melhoria não podemos falar, mas que realmente chegamos ao ponto de ver, assistir, ouvir e compartilhar histórias grotescas, o horror humano virou atração. Ninguém mais se espanta com nada, tudo é comum, nada foge do normal nas atitudes entre uns com os outros. Hoje lendo uma entrevista com Mike Tyson, isso aquele mesmo, marrento com cara de poucos amigos.Desabafando usando palavras duras ao falar de si mesmo, aquilo que me fez refletir sobre muitas coisas. Veja aqui Mike Tyson desabafa Na minha época tínhamos o boxe, um esporte que considero comum, sempre acompanhava as lutas e era um barato até, todo aquele espetáculo em volta de duas pessoas, os quais com suas luvas tentam um derrubar o outro. Cadê o boxe? Não existe mais, perdeu o valor comercialmente falando em TV no Brasil. Mas hoje temos o tal UFC(Ultimate Fighting Championship), que não tenho nada contra, e claro que nada a favor também. Particularmente não assisto aquele tipo de luta por realmente ficar chocado com as cenas ali, é muita violência pro meu gosto. Mas tem quem goste e assim a vida segue e atualmente é o que povo gosta de ver na TV. Em imaginar que vi um desses que lutam desafiar o outro dizendo: Essa vai ser a última luta dele, vou aposenta-lo. Ou seja, imagine o tipo de luta pra quem deseja fazer seu oponente não lutar mais, nem quero pensar nisso. Dias atrás lendo também vi um caso horrendo, uma mulher que arrota na cara das pessoas, isso vindo de um programa de humor. Ok, paramos aqui, arrotar na cara dos outros, ser sinônimo de humor realmente é o fim da picada. Tirando o fato da quantidade de assuntos fúteis existentes hoje, senhor Deus, ajuda ai como dizem. Com a chegada da tecnologia, a força que ela tem, onde acredito que poderíamos ser mais racionais que pudéssemos trocar informações, transformar o mundo, conectar em busca de conhecimento, o que se vê é falta de pensamento e distribuição de péssimos comportamentos e conhecimento. Hoje mesmo eu notei algo bem estranho, as pessoas estão se importando mais em falar inglês do que português. O que está havendo? Quando se fala em outro idioma, pelo menos pra mim vem a ser uma necessidade profissional, agora trocar de língua? Deixar de falar sua seu próprio idioma pra que? Qual a importância ou relevância nisso? Aí vão dizer que no mundo moderno temos que aprender as duas línguas mais faladas, inglês e espanhol. Agora qual o orgulho em falar inglês e espanhol e não saber falar a própria língua? Que alguém me explique porque eu faltei dessa aula. Existe uma importância tão grande em ser importante para os outros, que está criando uma raça de escravos do sucesso, pessoas que fazem de tudo pra estar lá cima, para serem citadas como a celebridade do momento. Não existe mais limite, ninguém se importa com danos causados por essa busca maluca pelo sucesso, enquanto muitos estão cansados de aparecer, de terem suas vidas invadidas, outros querem mais é isso, ser o alvo pra se tornar essa fantasia que é ser famoso. Não vejo mais meninas de 12 anos com bonecas, só querem saber de computador, celular, balada e paquera. Enquanto os meninos da mesma idade estão seguindo o mesmo rumo, balada, bebida, meninas e muitas vezes parecem donos de si. O mundo perdeu o rumo, estamos assistindo fim de alguma coisa. Coisas boas existem, disso não podemos deixar de falar, mas que são pouco aproveitadas, nem tudo que se vê é violência, mas a maioria do que se vê é isso. Ainda estou tentando entender à libertinagem da sociedade atual, não é só questão de limite, muitas vezes vale o velho e importante bom senso.

terça-feira, 13 de julho de 2010

We

Vagando pela internet, lendo jornais, percebo um mundo totalmente fora do controle. Matamos, morremos, choramos, sorrimos. Isso me trouxe a lembrança da primeira vez que entendi o significado de LIBERDADE. Vejamos hoje, onde está à liberdade, palavra esquecida, quem fala em liberdade hoje? Somos escravos dos nossos próprios costumes. Aprendemos tirar a vida do nosso semelhante, e ainda assim ensinamos que no mundo atual é comum, gente matando gente. Quando sentimos medo ou ameaçados, já sabemos o que fazer. Trancafiamos-nos dentro da nossa casa, que hoje mais parece nossa jaula particular do que um simples lar, onde podemos nos sentir à vontade. Não existe mais vontade de ser livre, liberdade virou sinônimo de risco. Veja só, vivemos com medo da própria certeza que é a morte. Mas digo perder a vida, não viver e simples fazer a passagem como alguns dizem. Lendo algumas coisas, uma frase chamou bastante atenção, fiquei surpreso em pensar que um dia eu fosse ler e dizer: É verdade, infelizmente é verdade. “Quanto menos um homem vale, menos valoriza os outros” José Narosky. Aqui não vejo o homem do sexo másculino, mas sim nós, o famoso bicho homem. O instinto foi criado e passado adiante, não temos mais limites, somos capazes de cometer atos que com isso, costumo dizer aos amigos: “Como ser humano, não posso aceitar essas coisas”. Vivo me perguntando, porque somos assim, porque não mudamos, somos racionais, estamos assistindo nossa raça se destruindo, isso é muito ilógico. O amor saiu de cena, chegou o dinheiro, poder, nosso povo tá em coma, estamos cada dia mais passando esse mal para nossas crianças, nossos filhos, devíamos terminar com isso aqui, chega de matança, gente chorando, sofrendo, pedindo proteção contra seu semelhantes. De verdade mesmo, queria poder gritar e fazer com todos me ouvissem, uma única vez, parece que estamos cegos, surdos, mudos, estamos dominados. A única forma que temos é formar uma corrente, discutir, abrir os olhos do nosso povo, fazer pensar, reavaliar, encontraremos solução, basta realmente termos consciência do que estamos fazendo, antes que seja tarde demais.

Laerte-se

Há muito já havia visto a divulgação do documentário da Laerte. Num primeiro instante não me chamou muito atenção por compreender o conte...