quinta-feira, 28 de abril de 2011

Uma Nova Geração

Acredito que todos saibam, ou pelo menos já tenham notado que somos divididos por gerações. Acredito que tenha sido uma maneira encontrada de avaliar comportamentos, separando cada turma por suas atitudes em determinadas épocas. Particularmente acho uma grande besteira essa questão de geração, mas não posso negar que é relevante. Como não tenho propriedade para falar sobre antes do meu tempo, evidentemente por não ter vivido, farei uma breve analise entre o que o vivi e o que se vive hoje. Antes, porém, é necessário deixar claro que essa mudança de comportamento, atitude ou, seja lá como denominam, na minha opinião parte do principio da morte da herança, ensinamentos dos nossos antecessores. É aquilo que é passado de Pai pra filho, de irmão pra irmão e assim vamos repassando. Como naquelas cenas de filme, quando um garoto está fazendo algo, e alguém que tem mais experiência olha e diz:

- O que você está fazendo? Não, isso não se faz assim, nunca te ensinaram? Isso se faz assim!

Isso praticamente não existe mais, se chegar a algum garoto e disser que ele está fazendo algo de forma errada, você corre risco de apanhar.

Sou da época que pra jogar xadrez você tinha que saber como funcionava o jogo, pra jogar futebol, tinha que saber como jogava futebol. E não simplesmente entrava no jogo. Essa nova geração é apresentada como: Mais inteligentes mais rápidos e práticos. Não acredito que seja vantagem, não acredito que uma geração seja melhor do que a outra. Mas, acredito que qualidade caiu nesse sentido. Hoje, temos muita informação e pouco tempo para digerir tudo. Encontramos hoje, um adolescente que pode navegar na internet, jogar no celular e assistir televisão ao mesmo tempo.

Mas qual a vantagem nisso?

Qual o aproveitamento nesse acúmulo de atividades? Por outro lado, éramos mais centrados nas nossas atividades, fazíamos uma coisa de cada vez. Estudar é estudar, e ver TV é ver TV, sempre com muita atenção, filtrando todos os detalhes. Para nós, é fácil lembrar nomes das personagens de novelas, filmes e desenhos. Lembrar pequenos detalhes que hoje passam despercebidos aos olhos de quem assiste mais e percebe menos. Hoje, a cultura dita ideias com fundamentos que não aprovo muito.
Quando íamos pra balada, íamos pra dançar e curtir, dar uns beijos era um presente da noite, mas hoje, se você sair e não beija na balada, você é visto como o patinho feio. E sexo? Era mais interessante dar uns beijos do que fazer sexo, o interessante era conquistar, e dificilmente você encontrava uma garota disposta transar de primeira.

Às vezes encontro algum colega que diz: Acordei na casa da mulher, cheguei agora pouco. Eu pergunto: Mas quem é ela? E ouço: Não sei, a gente se conheceu na balada, bebemos e quando acordei estava na casa dela.
Nosso relacionamento com o álcool também era bem interessante. Não tínhamos essa vontade de beber como tal motivo de liberdade / independência almejada pelos jovens de hoje. Sempre fomos orientados que o nosso dia chegaria. E aí sim, poderíamos fazer nossas escolhas. E, quando falamos sobre isso, todos acham que é bobagem, mas quando você alcançar maior idade vai notar que, o tempo passa muito rápido, e aquelas vontades que você tinha de sair, beber, voltar pra casa no horário desejado, foi e é pura ilusão.

A cultura aplica o principio de que liberdade é o real motivo da felicidade, mas nunca paramos e refletimos.

O que é Liberdade se não somos escravos e nem estamos presos?

Falta consciência diante de ideias do tipo: Faça tuas escolhas, você é livre, faça do teu jeito. Existe um preço que se paga por uma escolha mal feita. É necessário pensar, refletir e principalmente acreditar no que está fazendo, falando ou planejando fazer.
Quando criança, apanhei bastante por ser “arteiro”, mas quando jovem, minha mãe sempre me chamava e dizia: Você tem 16 anos e acha que pode sair e voltar pra casa na hora que você quiser? Se quiser fazer, faça, mas antes pense que eu sou sua Mãe, eu já vivi o que você está vivendo hoje.

“Falta você parar e pensar um pouco se está certo ou errado. Um dia na sua vida, você vai aprender que pensar, é mais importante do que simplesmente fazer. Quem pensa antes, sabe fazer direito, e quem faz direito, faz bem feito pra não cometer nenhum erro”
Hoje, o mundo está repleto de sabichões, pessoas que tem tudo e acreditam que saibam tudo. É bom lembrar que antes de nós, bem antes mesmo, já existia uma história. E, não damos o mínimo valor pra essa história, porque nos ensinaram que quem gosta de passado é asilo e museu, correto?

Antigamente, eles eram conhecidos como sábios, hoje somos conhecidos como inteligente.
Existe uma pena diferença entre nós.

Os sábios tinham pouco, mas viviam tudo, os inteligentes têm tudo, mas não vivem nada.

Vale pensar um pouco a respeito disso.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Livro do Bom Comportamento

Acabo de terminar esse livro incrível.
Fiquei nessa leitura um pouco mais além do tempo que pensei ficar. Essa leitura é daquelas que o autor, sempre nos da liberdade para pausar e voltar páginas caso queiramos tomar nota de alguma passagem que julgamos ser importante.
Engraçado é que, quando lia em algum ambiente onde pessoas transitavam, sempre alguém questionava: Está com dificuldade em fazer amigos? Esse livro ensina como fazer amigos?

Na realidade o livro é de administração, e todo bom administrador devia ler, pois é um livro de qualidade ímpar para quem é do ramo. Para se ter uma idéia, o livro é de 1937, e de lá pra cá, várias versões foram impressas, sempre com propósito de revisar, visando o leitor mais moderno. O livro tem como base, o ensinamento profundo de como tratar bem as pessoas, em poucas palavras ser diplomático em todos os aspectos.
Interessante observar que, há séculos já havia preocupação relativa às relações humanas, e tempo após tempo, essa relação ainda continua deficiente.

Laerte-se

Há muito já havia visto a divulgação do documentário da Laerte. Num primeiro instante não me chamou muito atenção por compreender o conte...