quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O Outro Lado

Sempre tive aquele pensamento. Podemos ser melhores! Isso martela na minha mente dia e noite, mas por que não somos? O que há de errado com essa gente toda, por que estamos agindo assim? Por que teimamos em achar que somos tão diferentes? Acredito que vou sofrer até o fim da minha vida tentando decifrar esse comportamento que, na maioria das vezes fogem as regras de ser humano. Já parou pra pensar se tudo isso fosse uma grande mentira, fosse apenas um teste para quando chegar a sua hora tudo fosse revelado? Parece loucura, mas tenho minhas teorias sobre a existência, aliás, minha existência. Confidenciarei algo, mas é importante ressaltar que é necessário ter muito cuidado para discutir sobre isso. Quero propor aqui apenas para que abra sua mente para deixar essa dúvida entrar para que você construa novas ideias sobre a vida. Quando crianças, cremos em muitas coisas que “supostamente” não existem, com isso fomos ensinados depois de crescidos que essas histórias existem por algum motivo, parou e ligou as ideias, ou não? Vamos ao exemplo. Natal, quando falamos em natal só temos uma imagem, exato? O velhinho que sai distribuindo presentes e coisa e tal. Em cima disso temos várias histórias e lendas, só que, depois de crescidos somos proibidos de mencionar em qualquer situação que a existência da data e do bom velhinho fosse mentira, é ou não é? Pra mim nada mais é do que a existência da esperança em nós. Agora imagine uma criança que espera o ano inteiro, escreve sua cartinha para o Papai Noel e do nada você diz: Para, isso não existe é besteira. Imagine o tamanho da decepção que você cria na mente de uma criança que teve por base na sua educação sempre obedecer para que o fim das contas ganhasse o desejado presente do Papai Noel. Sendo mais específico, imagine se fossemos questionados de forma global da não existência de Deus. Um dia na sua vida, você parou pra pensar nisso? A proposta não é discutir religião, muito menos duvidar da existência de Deus, mas sim pensar o que causaria em nós diante de tal revelação. O ser humano tem na sua base fé em alguma coisa, pois pra mim fé nada mais é do que crer, e mesmo aqueles que não acreditam em Deus, acreditam em alguma coisa, sendo assim existe fé. Diante disso existe algo interessante, nós acreditamos em nós? Afinal quem somos nós, até onde vai nossa capacidade. Essas perguntas me levam a teoria da existência, por que não discutimos isso, se somos semelhantes fisicamente o que nos tornou tão individualistas. Se, temos certeza da morte, por que queremos TER tanto e deixamos o SER em segundo plano. Aliás, segundo plano, essa é a palavra certa, deixamos o ser humano em segundo plano. Muito se fala em futuro da humanidade, que devemos depositar a confiança de um mundo melhor nas crianças, mas o que elas estão aprendendo com nossas atitudes? A maior prova de que tudo está errado, está no quando nós queremos mostrar que somos melhores um que os outros, invés de somarmos nossas ideias e experiências para construção de uma visão única tendo participação de todos tornando-se uma ideia perfeita. A política mesmo serve muito como base nisso que estou dizendo. Já percebeu que eles não provam avanços significativos para nós, mas sim melhores avanços do que um governo anterior ou que podem fazer melhor do que o atual? E onde nós entramos nessa? Na parte em que somos envenenados todo santo dia com várias informações. Somos domados e perdemos a noção de que unidos somos mais fortes. Se existe esse tal SISTEMA de que muitos dizem, ele é perfeito, conseguiu plantar uma ideia de que juntos nada somos, que importante é você lutar sozinho e quanto mais conseguir melhor, acho que isso tem um nome, não é? E nós não vamos aprender na escola ou lendo um livro a sermos menos egoístas, isso depende única e exclusivamente de cada um de nós. Nosso EGO é o veneno, nos ensinaram acreditar que somos suficientes, mas, esqueceram que, egocentrismo demais adoece, e muito a mente.

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Veja bem, tudo vai dar certo É só acreditar em quem Conhece o fim de perto Pra discenir cores vibrantes E enxergar o que não vi...