quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vale a pena brigar por isso.

Por Carlos Tourinho em 07/02/2012

No jornalismo europeu vemos, relativamente ao Brasil, uma necessidade menor de cobrança do chamado varejo cotidiano na cobertura diária da imprensa. Uma tese a este respeito é de que a população daquele continente já terá superado uma fase do desenvolvimento em que se tem de implorar aos políticos por redes de drenagem, fim dos buracos nas ruas, escolas públicas, postos de saúde e até recolhimento de lixo. Ou seja, o mínimo de obrigações administrativas a que homens e mulheres públicos devem responder. Ainda assim, a cobrança europeia permanece em outros setores como os que levaram os países do continente à atual crise macroeconômica do euro. Um debate que envolve a todos numa alargada discussão pública e cidadã. Um tema que está na agenda até das pessoas mais simples.
No Brasil, a vigilância da imprensa e a lembrança das obrigações dos políticos, ainda que comezinhas, são permanentes. Daí as urnas de protesto, ripas e constantes reclamações contra quem promete e não cumpre. Num ensaio de 1932, o escritor francês Paul Nizan criou a expressão “os cães de guarda” referindo-se aos filósofos.
Contemporaneamente esta expressão foi incorporada à missão jornalística: “ser o cão de guarda da sociedade” ou, em uma outra expressão, “confortar os que vivem na aflição e afligir os que vivem no conforto”.
Política inteligente
Mas se este tem sido o papel da imprensa, por que a política deixou de fazer parte da agenda de interesses do cidadão comum? As pessoas reclamam do esgoto, mas não se interessam em saber o que pensam e o que fazem os políticos. Na recente pesquisa promovida pelo Instituto Futura, e publicada no jornal A Gazeta, vimos que a maior parte dos capixabas não sabe dizer que projetos os deputados andaram aprovando e não lembram dos nomes nos quais votaram nas últimas eleições.
Entrevistados pelo programa Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, dois líderes comunitários apresentaram algumas pistas: “o político fala japonês para um povo que mal entende português” ou “o que falta é educação para se exigir mais”. Portanto, precisamos de políticos inteligentes, que saibam inovar em sua relação com o eleitor, falem uma linguagem fácil de ser entendida e estimulem o povo a se envolver com a política.
O jornalismo também é fundamental neste processo. É preciso elevar o nível do debate, é necessário cobrar dos políticos algo mais do que uma solução para a emergência. Sem isto, os eleitores chegam às eleições despreparados para a escolha e lá vamos de volta à velha ladainha de que “o povo não sabe votar”. Com uma política inteligente e de boa qualidade haverá menos buracos para tapar, gente morrendo nas estradas e políticos para “dar ripada”. Vale a pena brigar por isso!
***
[Carlos Tourinho é jornalista]
Fonte.

Freud - O Pai


Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte.


A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos. 


A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.


Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa.


O sonho é a satisfação de que o desejo se realize.


A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas.


Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.

Por que SOPA é uma má ideia?

Para quem deseja mais esclarecimentos sobre a questão de direitos autorais, SOPA e PIPA, aqui vai um vídeo completíssimo. Assista, entenda e forme sua opinião. 




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Histórias Cruzadas (The Help)


Histórias Cruzadas é um daqueles filmes que ainda causam desconforto pelo tema. Embora estejamos no século da comunicação, ainda temos dificuldade para abordar esse tema com mais "naturalidade". O filme aborda a luta dos negros pelos direitos civis nos EUA durante os anos 60. 

É um filme interessantíssimo, com elenco e roteiro afinados, o filme conseguiu ganhar a critica e foi indicado a quatro Oscars (2012). Interessante notar que nos EUA, filmes com esse tema, são recorrentes, sempre tem um aqui e ali. 

No Brasil, ainda temos o velho e maldito preconceito (que alguns chamam de tabu) sobre o tema. O que dá a entender que não tivemos nenhum tipo de problema maior (que mereça destaque ou que faça parte de nossa história) no que diz respeito ao racismo.  

O filme passa uma nítida impressão de que muito mudou, mas, ainda temos muito desse preconceito enraizado até nos dias atuais. Infelizmente, é um filme não comercial, portanto, dificilmente vamos vê-lo em nossa tevê aberta. É um ótimo filme, vale assistir com toda família e fazer uma profunda reflexão sobre o que já fomos e o que estamos sendo.     


Blog Music

Olá, pessoal. Tenho estado ausente do blog por motivos não justificáveis. Ainda hoje devo atualizá-lo. 


Ah! Essa música é dona de uma grande história... hahahaha  =D

Laerte-se

Há muito já havia visto a divulgação do documentário da Laerte. Num primeiro instante não me chamou muito atenção por compreender o conte...