sábado, 19 de dezembro de 2015

Nossas relações

Eric Pickersgrill, fotógrafo nova-iorquino teve a brilhante ideia de criar um projeto fotográfico chamado ’Removed’ (Removidos), ele apaga digitalmente os celulares de suas fotografias. 
Eric fotografou cenas do cotidiano com intuito de nos mostrar como a tecnologia afetou profundamente nossas relações. Na mesma medida em que aproxima quem está longe, também distancia quem está perto. O excelente trabalho nos faz refletir. 












terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Blog Music


"Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara 

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não para não)"



Lenine - Paciência 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Pensamento

“... Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte... Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”


Rubem Alves

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Blog Music


Sabe aquelas recomendações que ficam flutuando na rede social? Então!
Esse artista ficou por semanas vagando lá e eu apenas olhando de canto de olho (com certa dúvida, confesso) imaginando por qual razão poderia eu vir a gostar. Bom, todos sabemos que a rede social filtra tudo que fazemos dentro dela. Só hoje baixei a guarda e cliquei para ouvir. E qual não foi minha surpresa?  Extraordinariamente bom! Temos o dever de compartilhar tudo que é bom. Portanto aí está - Liniker. Sucesso!

Entrevista

 Zygmunt Bauman na sua passagem pelo Brasil este ano concedeu uma entrevista para o Observatório da Imprensa. Lucidez e coerência, brilhante em suas avaliações acerca de todas as questões colocadas pelo entrevistador (Alberto Dines).

Entrevista

Jessé de Souza é formado em direito pela Universidade de Brasília (1981), concluiu o mestrado em sociologia pela mesma instituição em 1986. Em 1991doutorou-se em sociologia pela Karl Ruprecht Universität Heidelberg (Alemanha), país onde obteve livre docência nesta mesma disciplina Universität Flensburg em 2006. Também fez pós-doutorado em sociologia na New School for social research, New York, (1994/1995).

O oculto atrás do que compramos


Não de hoje existe uma forte e profunda discussão sobre a forma duvidosa da produção de determinadas empresas. É preciso investigar e combater todo e qualquer tipo de exploração do trabalho infantil ou análogo à escravidão. Sim, isso existe aqui no nosso País bem debaixo do nosso nariz. O consumo deve ser consciente. 





quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Caminhos da Reportagem


O tema nem é preciso dizer qual é. Assista e reflita se o Brasil é o que fala ou representa o que é. 

Caminhos da Reportagem entrevistou imigrantes em Porto Alegre e na serra gaúcha (Caxias do Sul e Bento Gonçalves) que ficaram constrangidos, e alguns, deprimidos, por ver que o banco ao seu lado no ônibus está sempre vazio. Que o segurança da loja não sai de perto deles, que as pessoas não param para dar informação.

Reflexão


Há algum tempo tenho pensado a respeito. Muito em breve estarei praticando a ideia.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Chico ...

Todo sentimento

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado seu


(Chico Buarque)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sobre leituras

Este livro eu super recomendo assim como qualquer livro deste autor. Rubem Alves é leitura ao mesmo tempo leve, profunda, alegre, triste e dura. Nos traz um emaranhado de reflexões acerca das questões da vida. Encantador como sempre!


 "Duas são as maldições da velhice. A primeira, quando não se tem forças para fazer o que se deseja fazer, como subir quatro lances de escadas sem perder o fôlego e outras proezas semelhantes. Segunda, quando não o deixam fazer aquilo que você pensa que pode fazer. Quando a boca é proibida de falar o que o coração sente, os olhos falam sem palavras".



Poesia

Ensinamento 

Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. 
Não é. 
A coisa mais fina do mundo é o sentimento. 
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: "Coitado, até essa hora no serviço pesado". 
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. 
Essa palavra de luxo.

Adélia Prado




quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sobre Leituras


No Best Seller - Em Busca de Sentido: Um psicólogo no campo de concentração, o autor Viktor Frankl (1905/1997) narra com extraordinária riqueza de detalhes o longo período vivido sob o domínio do regime nazista. O autor que é médico e psiquiatra (ex-aluno de Freud), constrói sua narrativa com propriedade não apenas acerca do sofrimento em decorrência dos castigos impostos a ele e seus companheiros enquanto nos campos de concentração, como também, avalia os impactos psicológicos observados por ele enquanto naquele ambiente. Frankl, não aborda apenas o sofrimento e o tratamento desumano recebido ali, vai além, sua obra é sobre superação, como superar o sofrimento frente a pior das condições. Livro denso, leitura indispensável. Viktor esteve no Brasil em três ocasiões, numa delas em 1984, falou ao público sobre sua obra e descobertas, é possível encontrar no youtube. 

Abaixo uma breve entrevista onde o autor fala sobre o sofrimento.

#LoveWins


Não se pode discutir o amor. Amor não tem barreiras, não tem fronteiras, muito menos gênero. 

Amor é amor.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Será que o bom senso morreu com o respeito?



Na manhã de quarta-feira, 24 de junho, acordamos com a triste notícia do acidente automobilístico envolvendo o cantor Cristiano Araújo. Num primeiro instante havia uma corrente de oração pelo restabelecimento de sua saúde. Porém, tínhamos informações desencontradas sobre seu atual estado de saúde. O que se sabia até então era que sua companheira de apenas 19 anos que o acompanhava na ocasião não havia resistido aos ferimentos e veio à óbito no local do acidente. Passadas algumas horas do acidente a notícia que todos não queriam veio a se confirmar; o jovem cantor de vinte nove anos também não resistiu e morreu.

A morte de um artista seja aqui ou em qualquer lugar do mundo sempre gerou conflitos. De um lado os fãs que seguem todo ritual de homenagens contando sua relação com aquele artista e, do outro lado, os não fãs em sua maioria (maioria não é todo mundo), observam com desdém a manifestação alheia. 

O principal questionamento dos não fãs era um só: Precisa de tudo isso por conta de uma pessoa só?
Se observarmos nesse aspecto basta então lembrar que quando na morte do Michael Jackson, além da cobertura total em torno de sua morte, seu velório fora transmitido ao vivo mundialmente. Daí você pode naturalmente se espantar e questionar: 

Caro, você vai mesmo comparar um cantor sertanejo com Michael Jackson?  Evidente que não, a questão aqui não é o peso do reconhecimento musical, mas a circunstância. 

E qual seria neste caso? Ambos inegavelmente são artistas reconhecidos pelo seu público por mais distinto que seja o gênero musical onde atuam. O fato é que existe uma verdade que precisa também ser exposta frente ao acontecido. Há um forte preconceito com a música sertaneja no brasil e não é de hoje, o desdém não é com ser humano que perdeu a vida, mas sim pelo reconhecimento dado a alguém que esteve à frente de um gênero musical que para uma parcela é irrelevante. 

A tese é irrefutável quando observamos comentários do tipo: "Artistinha" "Zé ruela" "Cantorzinho" "Sertanojo". Houve quem questionasse se a comoção não seria exagerada: "Cristiano o quê" "nunca ouvi e nem vi" "era tão famoso assim?". Fato é que o artista é sucesso e sua música alcançou milhões de pessoas em todo país, quer você goste ou não. A verdade é que muita gente tentou desqualificar o artista dentro da seara do gosto individual, mas acabam se esquecendo de que gosto não é discutível. 

Entretanto, o motivo do escrito vai além da questão de ser ou não tão famoso assim. 

Chamou-me atenção à exposição gratuita de imagens do acidente e depois dele. Não só a rede social como também via whatsapp tornaram-se um IML ambulante. Imagens chocantes expondo principalmente o corpo do rapaz. Era como se fosse um prêmio registrar o "artista" morto. No começo da noite notei que havia no celular um vídeo que parecia ser a autópsia - procedimento comum nessas ocasiões. Apaguei de imediato sem vê-lo.   

Para mim é doentio, horrendo. Fiquei tão enojado que apaguei meu perfil da rede social para não me deparar com nada relacionado a isso. Essas pessoas precisam fazer tratamento psicológico, não podemos considerar este comportamento normal. Além disso, quem estava exposto ali não era o "artista". O artista acaba quando desce do palco. Quem está ali é um ser humano, um de nós, alguém que tem família como nós. Pai, Mãe, irmã e filhos. Faltou respeito e sensibilidade com o sentimento de dor de quem perdeu alguém especial.


Confesso que estou até o momento perplexo com tamanho desrespeito. Não retorno a rede social tão cedo. A propósito, o abandono da rede social é o próximo tema que pretendo explorar aqui numa próxima ocasião.

É isso! 




segunda-feira, 22 de junho de 2015

Blog Music

Incrível a performance vocal deste grupo. Michael Jackson é de longe o maior artista da música Pop. Inigualável, uma sumidade musicalmente.


 

Mensagem

Acredito que não seja necessário adicionar absolutamente nada a essa fala. Conselho valioso em tempos de "amores" liquidos.


 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Sobre a morte e o morrer

É difícil (para não dizer impossível) sugerir qual texto é o mais encantador, profundo, reflexivo desse autor que amo de paixão. 
Compartilho este. Boa leitura.



Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: “Morrer, que me importa? (…) O diabo é deixar de viver.” A vida é tão boa! Não quero ir embora…
Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: “Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?”. Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: “Não chore, que eu vou te abraçar…” Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Cecília Meireles sentia algo parecido: “E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega… O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias… Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto…”
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. “Minha filha, sei que minha hora está chegando… Mas, que pena! A vida é tão boa…”
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.
Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.
Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”.
Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: “Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei…”. Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.
Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia”, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà” de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
Fonte. Folha de SP.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Leituras

Hoje estava procurando um livro em PDF e me deparei com um site onde é possível fazer o download e, se preferir também, ler o livro online. Gêneros variados, site riquíssimo.

Aproveitem, divulguem, compartilhem.




Clicar no link para acessar.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Publicidade

Algumas peças publicitárias (comerciais) dão gosto de ver. Não é toda e a todo tempo que vejo TV em casa. Vendo hoje seria impossível deixar esse belíssimo comercial passar sem notá-lo. Incrivelmente bem trabalhado em todos os aspectos. E o mais surpreendente, é um comercial de bateria de carro. A voz do Ferreira Martins sempre forte e marcante, impecável. Publicidade de primeira categoria. Confira.


Blog Music

O canal Arte 1 (que pertence ao grupo Bandeirantes) está exibindo um especial sobre a vida de Ray Charles. O material foi divido em partes devido sua extensão. Conta com inúmeros depoimentos de amigos e também expoentes da época e o próprio Ray, claro. É difícil não reconhecer sua genialidade quando sua história cai sobre nossos ombros. Ficou cego na infância e viveu um longo período de sua vida enfrentando a forte segregação racial da época. Ray parecia predestinado e não se abateu, sua música foi um marco, rompeu barreiras e atravessou gerações. Ray, falecido em 2004, deixa o seu legado para os amantes da boa música. Ray ainda vive.  


A Mãe Desnecessária

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros
também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres.
Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Amalia e seu filho, Freud






Nota - Como não se chega num acordo com relação a autoria do texto, usarei o bom senso não atribuindo e deixando como autor desconhecido. 

Uma sociedade suicida - Alberto Dines

Ele foi vítima de vítimas, que são vítimas de vítimas”, desabafou para o jornal carioca O Dia a ex-mulher e mãe dos dois filhos do cardiologista carioca assassinado quando pedalava no início da noite no entorno da aprazível Lagoa Rodrigo de Freitas. O suposto assassino tem 16 anos e já cometeu quinze delitos, o primeiro aos 12.
Instantaneamente, baixaram das nuvens bruxas e demônios transformando o horror, o luto e a solidariedade em indignação, sede de vingança, rancor difuso e generalizado contra tudo que pareça provocar a violência. Reacendeu-se o debate sobre o rebaixamento da maioridade penal engrossando as legiões dos que clamam por imediatas providências e soluções definitivas contra o crime e a impunidade.
O arrasador depoimento do pensador espanhol Manuel Castells publicado na Folha de S.Paulo um dia antes da barbaridade abalou ainda mais a imagem que inventamos a nosso respeito como consolo para o fracasso coletivo: “A sociedade brasileira não é simpática, é uma sociedade que se mata”.
É possível que o sociólogo pretendesse dizer algo distinto do publicado, porém é lícito acreditar que um observador tão atilado, sensível e articulado expressasse uma dolorosa e inequívoca constatação: o país está se matando. Literalmente.
Uns aos outros. Somos todos agentes e sujeitos da mesma violência, assustadores e assustados, governantes e governados, progressistas e reacionários, crentes e descrentes, militares e magistrados, policiais e policiados, professores e aprendizes – todos, sem exceção, se bicam, se dilaceram, se esfaqueiam. Todos sangram. Enquanto rios secam, o sangue escorre copioso nas calçadas e ruas.
No limite
Importado de outras paragens pelas moderníssimas redes sociais, o pragmatismo das bestas e dos primitivos disseminou-se velozmente e está demonstrando que uma faca de cozinha, baratíssima, fácil de esconder e utilizar, pode ser tão mortífera quanto uma garrucha. Pela universalização do uso, armas brancas convertem-se com relativa facilidade em armas de destruição em massa.
A sociedade que não é simpática, como nos qualifica Castells, é uma sociedade enfezada, agressiva, incapaz de percepções mais sutis. Matar-se é uma forma verbal complicada, pode sugerir intensidade (“fulano está se matando de trabalho”) ou uma ação deliberada para provocar a própria extinção.
Desnorteada como está, desarvorada, despassarada, sobretudo inexperiente e impaciente, a sociedade examinada por Castells é uma sociedade potencialmente suicida. Diante da tempestade perfeita onde as angústias materiais associam-se a uma antiga ausência de proteção, onde a inexistência de perspectivas de mudança alia-se ao incrível desgaste dos modelos, discursos e referências, incapazes de expressar o desespero, as vítimas das vítimas das vítimas das vítimas – nós – lentamente nos encaminhamos para a beira do abismo.
Mais perto, talvez seja possível descortinar as perdas e retroceder. Estamos no limite.
Fonte.
Texto citado - Simpatia do brasileiro é um mito, diz Manuel Castells (Sociólogo)
Ler aqui 


Saramago

Para iniciarmos a semana com uma excelente reflexão desse extraordinário escritor.


“…Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: ‘Não há mais que ver’, sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.”
José Saramago, em "Viagem a Portugal"

Livros Digitais

Bom dia!

Já faz um bom tempo que não tenho atualizado aqui. Mas nunca deixo de vir monitorar o espaço e ler outros espaços. 
Hoje, venho compartilhar algo precioso com aqueles que assim como eu não só apreciam uma boa leitura, como também uma excelente oportunidade de obter ainda mais conhecimento. São livros digitais, um extraordinário apanhado da filosofia clássica do século XVI ao XIX. Na lista nomes como:

Francis Bacon
René Descartes
Georg Hegel
Thomas Hobbes
Immanuel Kant
Friedrich Nietzsche
Jean-Jacques Rousseau
Arthur Schopenhauer
Adam Smith
Baruch de Spinoza
Voltaire 

Entre outros. 

Lembre-se:

É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós.
Franz Kafka

Boa leitura.

Downloads aqui
https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlWWI4ZmU4alhraWs&usp=sharing

segunda-feira, 2 de março de 2015

Deseo part 1


“Quando te vi amei-te já muito antes. Tornei a achar-te quando te encontrei. Nasci pra ti antes de haver o mundo”

Fernando Pessoa.

Observação – Evitar qualquer ligação (sem análises) do conteúdo com a realidade.

...

Em nosso primeiro encontro visual você não me notou, meu olhar te perseguiu o tempo todo. A pergunta insistia de modo a incomodar-me: Quem é essa desconhecida? O que tem ela de especial a ponto de roubar-me a paz e total atenção?Continuei a segui-la com olhar, observando-a e estudando cada detalhe seu como se fosse à matéria escolar que mais amei e nunca tive. Seus gestos e linguagem corporal diziam mais que suas palavras. O fascínio tomou-me e não me contive, aproximei-me para observa-la mais de perto.
 
 Lá estava ela a minha frente – estatura média, olhos terrivelmente lindos, rosto simétrico – obra de arte do criador. Continuei e ler seus movimentos e sem qualquer cuidado coloquei-me em sua direção de modo a ser percebido. Notou-me e sutilmente lançou um olhar oceânico como quem já houvesse me notado muito antes sem que tivesse percebido. Olhar hipnótico, quando notei já estava próximo demais e não havia chance de fuga.

Ela: Diga menino...

Timbre de voz médio, doce, suave, calma e segura.
A ansiedade veio à tona e havia apenas um milésimo de segundos para não por tudo a perder. A resposta veio de imediato de modo a abrir espaço para um diálogo mais longo. Inseguro até então. Com uma dúzia de palavras ela extraordinariamente fez minha ansiedade desaparecer como num passe de mágica. Arrancou a insegurança que havia se instalado em mim devido à circunstância. 

Incrível, fascinante. Depois de algumas horas parecíamos separados por algum pormenor da vida. Diálogo intenso, como se não estivéssemos nos conhecendo, mas reconhecendo. Todas aquelas horas pareciam pouco para o tanto que tínhamos um para o outro. Decidimos então dar continuidade numa outra ocasião. Quando notei lá estávamos nós concentrados e interessados em nossas histórias.

Foram dias, meses de incessantes diálogos. Ela revelando-se cada vez mais intensa e interessante. De inteligência extraordinária, sutil e perspicaz. Domínio do vernáculo e organização de ideias de modo a provocar em mim cada vez mais desejo em ouvi-la e entender seu modo de vida. Dizem que quando passamos muito tempo no mesmo lugar, ele passa a fazer parte de nós. Foi uma questão de tempo. Quando me dei conta já havia brotado algo em mim, uma espécie de vício na alma, intratável.  

Continua ...

sábado, 10 de janeiro de 2015

Blog Music




O que eu faria sem a sua boca esperta
Me trazendo pra perto e você me jogando pra longe
Minha cabeça gira, sério, eu não consigo te prender
O que está acontecendo naquela mente linda?
Estou em sua jornada mágica e misteriosa
E eu estou tão tonto, não sei o que me atingiu, mas eu vou ficar bem

Minha cabeça está debaixo de água
Mas eu estou respirando bem
Você está louca e eu estou fora de mim

Porque tudo em mim
Ama tudo em você
Amo suas curvas e todas as suas formas
Todas as suas imperfeições perfeitas
Dê o seu melhor para mim
Vou dar tudo de mim para você
Você é o meu fim e meu começo
Mesmo quando eu perder estarei ganhando
Porque eu te dou tudo, tudo de mim
E você me dá tudo, tudo de você

Quantas vezes eu tenho que te dizer
Mesmo chorando você é linda
O mundo está te abatendo você, eu estou por perto acompanhando tudo
Você é minha ruína, você é minha musa
Minha pior distração, meu ritmo e minha melodia
Eu não posso parar de cantar, está tocando, em minha mente para você

Minha cabeça está debaixo de água
Mas eu estou respirando bem
Você está louca e eu estou fora de mim

Porque tudo em mim
Ama tudo em você
Amo suas curvas e todas as suas formas
Todas as suas imperfeições perfeitas
Dê o seu melhor para mim
Vou dar tudo de mim para você
Você é o meu fim e meu começo
Mesmo quando eu perder estarei ganhando
Porque eu te dou tudo de mim
E você me dá tudo, tudo de você

Cartas na mesa, nós dois estamos jogando alto
Arriscando tudo, embora seja difícil

Porque tudo em mim
Ama tudo em você
Amo suas curvas e todas as suas formas
Todas as suas imperfeições perfeitas
Dê o seu melhor para mim
Vou dar tudo de mim para você
Você é o meu fim e meu começo
Mesmo quando eu perder estarei ganhando
Porque eu te dou tudo de mim
E você me dá tudo, tudo de você

Eu lhe dou tudo, tudo de mim
E você me dá tudo, tudo de você

Laerte-se

Há muito já havia visto a divulgação do documentário da Laerte. Num primeiro instante não me chamou muito atenção por compreender o conte...