Já tem um tempo que não escrevo, infelizmente estou sem internet em casa, mas já estou solucionando este problema. Recebi elogios relativos aos textos do blog, confesso que fiquei muitíssimo feliz. Muitíssimo feliz por notar que essas pessoas fazem isso por livre e espontânea vontade. Quando posto os textos, minha única e exclusiva vontade, não ser o dono da verdade, aquele que tudo sabe, de forma alguma. A real vontade é criar aquela provocação em cada um do tipo: Não tinha pensando nisso. Existe esse outro caminho. Existe outro modo de fazer isso.
Venho observando com mais detalhes tudo que acontece a minha volta, e percebo um vício que na realidade é causado por falta de ambição pela verdade. Essa ambição que digo, pode ser comparada a busca pela riqueza. Falta-nos desejo pela que de fato é real, verdadeiro. Afinal, o que é de verdade, o que é inventado? Percebo que a maioria, acredita que tudo está como está, ou é como é porque tem que ser assim. É uma visão errônea, e vou além. Essa é a visão que esperam de nós. Não é nenhuma teoria da conspiração, temos uma visão míope sobre tudo. Fiz um trabalho para curso, uma resenha sobre o filme, Show de Truman (Jim Carey).
Em dado momento do filme, o criador do show, que na realidade é uma grande farsa, é questionado sobre como uma pessoa pode viver tanto tempo sem se dar conta que o mundo no qual ela vive é uma grande mentira. A resposta vem para somar sobre nosso assunto, ele diz: Aceitamos a realidade do mundo no qual estamos presentes.
Vou repetir
Aceitamos a realidade do mundo no qual estamos presentes.
Agora que leu, olhe a sua volta e comece questionar, e veja o mundo da sua maneira. Certa vez em uma festa, bebi, bebi e bebi, da pra imaginar, não é? Jamais vou esquecer o que um amigo me disse:
Jota, você acredita que viver é isso? Acha que você é isso?
Parei no outro dia e pensei, parei mesmo, fiquei pensando. Fiquei um tanto envergonhado de mim mesmo, não apenas por ele ter falado, mais porque já havia vivido uma passagem semelhante que não vem ao caso lembrar aqui. Hoje, faço o contrário, vou às festas e fico observando o comportamento dos outros. É super interessante, algo bem notável é o ensinamento clássico: Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje. Bebemos, bebemos e bebemos. Não é só beber, somos programados para trabalhar, trabalhar, estudar, estudar, namorar, namorar, consumir, consumir, ver televisão, ver televisão, e assim o bonde anda. Vivemos na era dos conceitos da sociedade, tudo aquilo que possa causar um pré-julgamento, você exclui e deixa de fazer. Somos do tempo da moda, do tempo da importância, onde ter é mais importante do que ser. Se parar pra pensar, isso tudo já está arquitetado, pois, inconscientemente, nunca pensamos, fazemos, escolhemos o que desejamos, isso porque, tudo já está pronto e embalado pra levarmos. Citarei um exemplo clássico.
Roupas de grifi, o que são roupas de grifi? Geralmente, são aquelas de malha ou com costura melhor, algumas são repletas de detalhes e etc. Agora, como pode alguém usar uma roupa com nome de uma determinada “marca”, ser melhor que o seu semelhante? Sim, ela é melhor porque ela pode mais que eu, do que você. É assim que vemos o mundo, exteriormente. Assim, é fácil crer que quem tem mais dinheiro tende a ter mais longevidade, ou quem é rico deve ser tratado como doutor (Doutor é pra quem fez doutorado, não é, Alexandre!).
Quem nunca teve um amigo ou conhecido que disse: Putz! Preciso trocar de roupa, lá só tem gente chique, não posso ir desse jeito, vou comprar uma roupa. Relativo à roupa, não quero dizer que tem que ir à festa de qualquer jeito. Mas que na maioria dos casos, nos vestimos para os outros, ou para mostrar para outros, algo que muitas vezes não somos. Ontem, um cara escreveu assim no twitter:
“Você que compra uma bolsa Prada pirata, tem o ego do tamanho da sua burrice”. Para bom entendedor, essa frase basta.
Não existe apenas uma verdade, esse é o ponto. Busque saber mais, e não queria saber tudo, é impossível. Saiba filtrar aquilo que realmente é necessário, importante e relevante pra tua vida. N.E.R.D é um rótulo que inventaram, assim como outros milhares de rótulos que existem por ai. Seja você acima de tudo, o ser mais original que existe. Quebre as correntes da prisão sem muros, somos livres no pensamento, liberte-se. Quem anseia pela verdade, abre as portas do infinito das possibilidades.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Citibank

Frases tiradas de outdoors da Citibank espalhados pela cidade de São Paulo.
• “Crie filhos em vez de herdeiros.”
• “Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete.”
• “Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela.”
• “Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama.”
• “Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas.”
• “Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?”
• “Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos.”
• “Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas…”
• “…e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa
/ irmão / irmã.. etc.) do mundo!”
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Seu tempo
Acredito que já tenha falado sobre esse assunto aqui. Mas vale falar novamente sobre nosso tempo. E como o tempo passa rápido, parece que tudo aconteceu ontem. Se você é um daqueles adolescentes que reclamam, que tem pressa de ser adulto vou lhe falar a verdade. Depois que se torna adulto, tudo passa muito rápido, quando notar, já não terá mais essa liberdade toda que tens hoje, acredite. Se isso é bom ou ruim depende de cada um, mas não deixar de fazer parte do processo natural da vida. Nascemos, crescemos e nos tornamos adultos, ganhamos um monte de responsabilidades até o dia em que a vida brinda-nos com o descanso eterno. Morte, isso mesmo, MORTE. Ninguém gosta de pensar na morte, mas devíamos pensar nela sim.Como alguém disse:
“Pra morrer, basta estar vivo.”
Ao contrário do que muitos pensam, a morte nunca vem, ela sempre leva. Assim, valorizamos mais a vida ao pensarmos na morte. Já parou por alguns instantes e pensou sobre isso? Até quando você vai viver, o que já fez que realmente lhe proporcionasse prazer real. Não estou falando de eventos externos como ir a uma festa, ou beber com os amigos no final de semana. Estou falando daquele evento que fica guardado na alma pra sempre, aquele dia foi espetacular. Ouvindo algumas músicas do tempo que eu era moleque, passou aquele filme na cabeça. Não tenho porque reclamar de nada, sempre fiz tudo com muita vontade, não deixei de fazer nada que me faça ter aquele desejo de voltar pra fazer algo que não tenha feito. Já fui criança, já fui moleque, e agora é hora de encarar a vida com mais seriedade. Se tem algo que me deixa orgulhoso é minha infância. É olhar para trás e ver onde estou hoje, é gratificante demais. Darei um conselho, e espero que sirva para alguém.
Nunca se esqueça de onde você veio, pois isso é muito, mais muito importante mesmo. Não importa como foi sua infância, se foi difícil ou fácil, nunca se esqueça do caminho percorrido até chegar onde está hoje. Seja humilde consigo mesmo, olhe sempre para trás. Quando falo de humildade, não falo nada relativo à pobreza. Tem muita gente que liga pobreza a humildade, e não tem nada a ver. Humildade é a capacidade de se colocar no lugar de outrem antes de qualquer julgamento, é saber olhar para trás quando necessário. Não se esquecer de onde veio, de quão difícil é a caminhada até chegar ao objetivo almejado. Com o tempo aprendi que não somos dono dele, acreditamos que temos tempo para tudo quando não temos. Já é hora de começar fazer pra você, por você. Quando alguém disser:
Calma, você tem tempo.
Lembre-se:
“Finalmente, constrangidos pela fatalidade, sentimos que a vida já passou por nós sem que tivéssemos percebido.”
Seneca
A única maravilha que a vida nos da, é a incerteza do amanhã. Ela brinda-nos com a oportunidade de fazermos do hoje o dia mais incrível da nossa vida.
Pense nisso!
Sem perder muito tempo.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Uma Nova Geração
Acredito que todos saibam, ou pelo menos já tenham notado que somos divididos por gerações. Acredito que tenha sido uma maneira encontrada de avaliar comportamentos, separando cada turma por suas atitudes em determinadas épocas. Particularmente acho uma grande besteira essa questão de geração, mas não posso negar que é relevante. Como não tenho propriedade para falar sobre antes do meu tempo, evidentemente por não ter vivido, farei uma breve analise entre o que o vivi e o que se vive hoje. Antes, porém, é necessário deixar claro que essa mudança de comportamento, atitude ou, seja lá como denominam, na minha opinião parte do principio da morte da herança, ensinamentos dos nossos antecessores. É aquilo que é passado de Pai pra filho, de irmão pra irmão e assim vamos repassando. Como naquelas cenas de filme, quando um garoto está fazendo algo, e alguém que tem mais experiência olha e diz:
- O que você está fazendo? Não, isso não se faz assim, nunca te ensinaram? Isso se faz assim!
Isso praticamente não existe mais, se chegar a algum garoto e disser que ele está fazendo algo de forma errada, você corre risco de apanhar.
Sou da época que pra jogar xadrez você tinha que saber como funcionava o jogo, pra jogar futebol, tinha que saber como jogava futebol. E não simplesmente entrava no jogo. Essa nova geração é apresentada como: Mais inteligentes mais rápidos e práticos. Não acredito que seja vantagem, não acredito que uma geração seja melhor do que a outra. Mas, acredito que qualidade caiu nesse sentido. Hoje, temos muita informação e pouco tempo para digerir tudo. Encontramos hoje, um adolescente que pode navegar na internet, jogar no celular e assistir televisão ao mesmo tempo.
Mas qual a vantagem nisso?
Qual o aproveitamento nesse acúmulo de atividades? Por outro lado, éramos mais centrados nas nossas atividades, fazíamos uma coisa de cada vez. Estudar é estudar, e ver TV é ver TV, sempre com muita atenção, filtrando todos os detalhes. Para nós, é fácil lembrar nomes das personagens de novelas, filmes e desenhos. Lembrar pequenos detalhes que hoje passam despercebidos aos olhos de quem assiste mais e percebe menos. Hoje, a cultura dita ideias com fundamentos que não aprovo muito.
Quando íamos pra balada, íamos pra dançar e curtir, dar uns beijos era um presente da noite, mas hoje, se você sair e não beija na balada, você é visto como o patinho feio. E sexo? Era mais interessante dar uns beijos do que fazer sexo, o interessante era conquistar, e dificilmente você encontrava uma garota disposta transar de primeira.
Às vezes encontro algum colega que diz: Acordei na casa da mulher, cheguei agora pouco. Eu pergunto: Mas quem é ela? E ouço: Não sei, a gente se conheceu na balada, bebemos e quando acordei estava na casa dela.
Nosso relacionamento com o álcool também era bem interessante. Não tínhamos essa vontade de beber como tal motivo de liberdade / independência almejada pelos jovens de hoje. Sempre fomos orientados que o nosso dia chegaria. E aí sim, poderíamos fazer nossas escolhas. E, quando falamos sobre isso, todos acham que é bobagem, mas quando você alcançar maior idade vai notar que, o tempo passa muito rápido, e aquelas vontades que você tinha de sair, beber, voltar pra casa no horário desejado, foi e é pura ilusão.
A cultura aplica o principio de que liberdade é o real motivo da felicidade, mas nunca paramos e refletimos.
O que é Liberdade se não somos escravos e nem estamos presos?
Falta consciência diante de ideias do tipo: Faça tuas escolhas, você é livre, faça do teu jeito. Existe um preço que se paga por uma escolha mal feita. É necessário pensar, refletir e principalmente acreditar no que está fazendo, falando ou planejando fazer.
Quando criança, apanhei bastante por ser “arteiro”, mas quando jovem, minha mãe sempre me chamava e dizia: Você tem 16 anos e acha que pode sair e voltar pra casa na hora que você quiser? Se quiser fazer, faça, mas antes pense que eu sou sua Mãe, eu já vivi o que você está vivendo hoje.
“Falta você parar e pensar um pouco se está certo ou errado. Um dia na sua vida, você vai aprender que pensar, é mais importante do que simplesmente fazer. Quem pensa antes, sabe fazer direito, e quem faz direito, faz bem feito pra não cometer nenhum erro”
Hoje, o mundo está repleto de sabichões, pessoas que tem tudo e acreditam que saibam tudo. É bom lembrar que antes de nós, bem antes mesmo, já existia uma história. E, não damos o mínimo valor pra essa história, porque nos ensinaram que quem gosta de passado é asilo e museu, correto?
Antigamente, eles eram conhecidos como sábios, hoje somos conhecidos como inteligente.
Existe uma pena diferença entre nós.
Os sábios tinham pouco, mas viviam tudo, os inteligentes têm tudo, mas não vivem nada.
Vale pensar um pouco a respeito disso.
- O que você está fazendo? Não, isso não se faz assim, nunca te ensinaram? Isso se faz assim!
Isso praticamente não existe mais, se chegar a algum garoto e disser que ele está fazendo algo de forma errada, você corre risco de apanhar.
Sou da época que pra jogar xadrez você tinha que saber como funcionava o jogo, pra jogar futebol, tinha que saber como jogava futebol. E não simplesmente entrava no jogo. Essa nova geração é apresentada como: Mais inteligentes mais rápidos e práticos. Não acredito que seja vantagem, não acredito que uma geração seja melhor do que a outra. Mas, acredito que qualidade caiu nesse sentido. Hoje, temos muita informação e pouco tempo para digerir tudo. Encontramos hoje, um adolescente que pode navegar na internet, jogar no celular e assistir televisão ao mesmo tempo.
Mas qual a vantagem nisso?
Qual o aproveitamento nesse acúmulo de atividades? Por outro lado, éramos mais centrados nas nossas atividades, fazíamos uma coisa de cada vez. Estudar é estudar, e ver TV é ver TV, sempre com muita atenção, filtrando todos os detalhes. Para nós, é fácil lembrar nomes das personagens de novelas, filmes e desenhos. Lembrar pequenos detalhes que hoje passam despercebidos aos olhos de quem assiste mais e percebe menos. Hoje, a cultura dita ideias com fundamentos que não aprovo muito.
Quando íamos pra balada, íamos pra dançar e curtir, dar uns beijos era um presente da noite, mas hoje, se você sair e não beija na balada, você é visto como o patinho feio. E sexo? Era mais interessante dar uns beijos do que fazer sexo, o interessante era conquistar, e dificilmente você encontrava uma garota disposta transar de primeira.
Às vezes encontro algum colega que diz: Acordei na casa da mulher, cheguei agora pouco. Eu pergunto: Mas quem é ela? E ouço: Não sei, a gente se conheceu na balada, bebemos e quando acordei estava na casa dela.
Nosso relacionamento com o álcool também era bem interessante. Não tínhamos essa vontade de beber como tal motivo de liberdade / independência almejada pelos jovens de hoje. Sempre fomos orientados que o nosso dia chegaria. E aí sim, poderíamos fazer nossas escolhas. E, quando falamos sobre isso, todos acham que é bobagem, mas quando você alcançar maior idade vai notar que, o tempo passa muito rápido, e aquelas vontades que você tinha de sair, beber, voltar pra casa no horário desejado, foi e é pura ilusão.
A cultura aplica o principio de que liberdade é o real motivo da felicidade, mas nunca paramos e refletimos.
O que é Liberdade se não somos escravos e nem estamos presos?
Falta consciência diante de ideias do tipo: Faça tuas escolhas, você é livre, faça do teu jeito. Existe um preço que se paga por uma escolha mal feita. É necessário pensar, refletir e principalmente acreditar no que está fazendo, falando ou planejando fazer.
Quando criança, apanhei bastante por ser “arteiro”, mas quando jovem, minha mãe sempre me chamava e dizia: Você tem 16 anos e acha que pode sair e voltar pra casa na hora que você quiser? Se quiser fazer, faça, mas antes pense que eu sou sua Mãe, eu já vivi o que você está vivendo hoje.
“Falta você parar e pensar um pouco se está certo ou errado. Um dia na sua vida, você vai aprender que pensar, é mais importante do que simplesmente fazer. Quem pensa antes, sabe fazer direito, e quem faz direito, faz bem feito pra não cometer nenhum erro”
Hoje, o mundo está repleto de sabichões, pessoas que tem tudo e acreditam que saibam tudo. É bom lembrar que antes de nós, bem antes mesmo, já existia uma história. E, não damos o mínimo valor pra essa história, porque nos ensinaram que quem gosta de passado é asilo e museu, correto?
Antigamente, eles eram conhecidos como sábios, hoje somos conhecidos como inteligente.
Existe uma pena diferença entre nós.
Os sábios tinham pouco, mas viviam tudo, os inteligentes têm tudo, mas não vivem nada.
Vale pensar um pouco a respeito disso.
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